O que você precisa saber sobre Vaginose Bacteriana
A Vaginose Bacteriana acontece quando há um desequilíbrio na flora vaginal. Normalmente os lactobacilos, que são as bactérias “do bem” e que cuidam da saúde íntima, nos protegem. Mas quando eles diminuem e outras bactérias crescem demais, surge a Vaginose Bacteriana.
Ela não é considerada uma DST ou IST, mas pode estar relacionada à atividade sexual. Entrar em contato com a flora bacteriana de outra pessoa, seja compartilhando acessórios ou ao tocar na vulva ou no pênis, além do contato com o sêmen, pode mudar o pH da vagina. Em alguns casos, pode até ser recomendado tratar também a parceira ou o parceiro.
Diferenciar de outras causas de corrimento, como candidíase.
Ver se predominam os lactobacilos (protetores) ou outras bactérias.
Esse exame é rápido e evita erros no tratamento.
Atenção: Corrimentos podem enganar até profissionais experientes. Por isso, não use remédios por conta própria e sempre faça o exame antes de qualquer coisa.
O que pode facilitar o aparecimento da Vaginose Bacteriana?
O tratamento é feito com antibióticos — em comprimidos ou creme vaginal, e é essencial seguir até o fim, mesmo se os sintomas melhorarem antes.
Depois do tratamento, o ideal é voltar ao consultório em 5 a 7 dias para repetir a microscopia e garantir que tudo está resolvido.
E quanto aos probióticos? Por enquanto, ainda não temos comprovação suficiente de que eles realmente ajudam no tratamento dos corrimentos de repetição.
Além do remédio, hábitos saudáveis também ajudam, como:
O aumento do risco de infecções ginecológicas e urinárias;
Maior risco de contrair ISTs, como o HIV e o HPV;
Complicações em mulheres grávidas, como parto prematuro e ruptura precoce da bolsa;
A vaginose bacteriana é comum, tem tratamento eficaz e não deve ser motivo de vergonha. Com o diagnóstico certo e acompanhamento médico, o problema se resolve de forma segura.
Lembre-se: automedicação não ajuda. Procure sempre orientação profissional.