A vaginose citolítica não é uma infecção, e sim um desequilíbrio na flora vaginal. Ela acontece quando os lactobacilos, as bactérias boas que protegem a vagina, crescem além do normal.
Na medida certa, eles são fundamentais para a saúde íntima. Mas em excesso deixam a vagina muito ácida, irritam a mucosa e podem causar desconfortos.
Os sintomas são muito parecidos com os da candidíase, mas a causa é diferente e o tratamento também.
Como não é uma infecção, o foco do tratamento não é eliminar bactérias e sim restaurar o equilíbrio natural da flora vaginal.
Normalmente, o tratamento envolve reduzir a acidez da vagina por um tempo, usando substâncias como bicarbonato de sódio ou borato de sódio. Isso diminui os sintomas e ajuda a mucosa a se recuperar naturalmente, sem prejudicar os lactobacilos.
Que cuidados posso ter no dia a dia para evitar a Vaginose Citolítica?
Evite duchas vaginais, excesso de sabonetes íntimos e desodorantes na região.
Use absorventes internos ou protetores diários só quando necessário.
Prefira calcinhas de algodão e roupas menos apertadas.
Cuide do corpo como um todo: alimentação equilibrada, atividade física, sono de qualidade e menos estresse fazem diferença.
Lembre-se: nem todo corrimento é candidíase
A vaginose citolítica pode confundir e até frustrar. Muitas mulheres passam anos achando que têm candidíase, quando na verdade o problema é outro. A boa notícia é que, com diagnóstico certo, o tratamento costuma ser simples e eficaz.
Você não está sozinha: procurar um atendimento acolhedor, com escuta e informação de qualidade, é o primeiro passo para recuperar o bem-estar e se sentir segura com a sua saúde íntima.